Quão grande é meu medo de partir. Virar pó, sumir, desaparecer. De ser esquecida e o motivo de comemoração para alguns. Também dói imaginar a dor no peito de quem me ama e sempre amou, nas lágrimas que escorreram no rosto de quem amo. Quando paramos pra pensar na morte, damos valor ao simples ar que respiramos, ou no alimento de nos satisfaz. Ficamos nos queixando quando ganhamos uma gripe e não podemos ir a uma festa, mas nem nos passa pela cabeça quantas pessoas vivem deitadas em uma cama rodeada por aparelhos e sem saber o que será amanhã. Ou quando machucamos o pé no futebol e não poderemos jogar a próxima partida, e quem vive em uma cadeira de rodas, sabe o que é sentir uma bola sobre os pés? Sabe o significado da palavra “embaixadinha”? Ou quando chegamos em casa do serviço e não tem carne pra janta, recusamos, reclamamos. E quem chega do trabalho e tem que dividir uma fatia de pão, ainda acaba de comer e agradece a Deus. Ou quando reclamamos que não temos um tênis de marca. Nunca pensamos naqueles que andam descalços na terra dolorida, no asfalto quente. Não pensamos em nada disso, porque é mais fácil reclamar do que se por no lugar dos outros. Acredito que todos vieram pro mundo com uma missão e só morreremos ao cumprir está missão. A única coisa se possa fazer, e viver o hoje sem se preocupar com o futuro. Pois ninguém sabe o que será o amanhã. Temos que parar de reclamar da vida, porque muitos dariam tudo pra tela de volta :$
Autora: Luana Vanessa Klitzke.