sábado, 19 de fevereiro de 2011

você cresce,


não tem mais bochechas fofas, não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha do papai e até o pobre do bicho papão te abandona; você perde os amigos imaginários, não vive mais cercada de pessoas que sorriem pra ti, que querem te mimar e fazer tuas vontades; você não pode mais simplesmente chorar pra não ir à escola, não pode mais morder as professoras quando se irrita e nem ser mau educada e dar desculpas de que é muito criança pra entender que certas palavras magoam; ninguém mais limpa suas lágrimas e te põe pra dormir dando beijinho na testa; você perde todas as regalias e passa a ser responsável pelo que cativou; você cresce, você ERRA, você APRENDE, você GANHA, e você PERDE;

Comunidade.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


"O segredo da felicidade é saber cair nas tentações."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pra te ter de volta, te dou a minha vida’

Há muito tempo atrás, em 1993, eu morava em uma cidadezinha chamada São Luiz- Maranhão. Eu era nova, mais ou menos 13 anos de idade. Meus pais trabalhavam na roça, e tinham uma grande plantação de milho, isso era o nosso sustento. Eu ia para escola, almoçava a passava o dia ajudando meus pais a levar trato, a criação de gado. Perto de casa, havia uma família nobre que sempre andava bem vestida e frequentava os melhores lugares da cidade.
Um dia, minha irmã mais velha que morava em São Paulo veio nos visitar. Então, minha mãe mandou ir buscar ela na ferroviária a algumas quadras após minha casa. Chegando lá, o trem demorou uns 10 minutos para chegar, e sentado ao meu lado estava nosso visinho. Ele não parava quieto, mexia no celular, andava de um lado para outro, até que o trem chegou. Ele foi em disparada em frente o desembarque, e lá, chorava muito. Não sabia o que estava acontecendo, mas fui atrás dele para esperar minha irmã. As portas se abriram, e as pessoas começaram a sair. Um menino lindo, todo arrumado, com um um sorriso enorme, saiu correndo aos braços do nosso visinho. O menino me olhava fixamente com um brilho nos olhos. Enquanto isso, minha irmã saiu do trem e me pegou no colo dando um abraço de minutos. Eu estava muito feliz com a sua chegada, mas não conseguia parar de olhar para o menino.
Em casa, todos comemoraram e estavam alegres. Minha irmã dormiu comigo e de manhã me levou ao colégio. De tarde limpei todo terreiro para meus pais e depois fui dormir. No outro dia, ao chegar à escola, vi o menino sentado num canto observando assustado. Não esperei e fui conversar com ele, para fazer um amigo. Pra começar, me apresentei: “me chamo Giovana e você?” Menino: “ Carlos”. Disse que o vi na rodoviária, que morava perto daquele moço que estava lhe aguardando. Até que ele se intrometeu e disse: “esse é meu pai, ele me ama, ama muito, veio me buscar e minha mãe disse que vou ficar de férias com ele por muito tempo”. Fiquei meio assustada, o menino falou de um jeito de seu pai, como se o nunca tivesse visto. Continuamos a conversa até que bateu o sinal. Fomos para sala de aula, e quando bateu sinal para irmos para casa, não o encontrei.
No outro dia, foi igual. Sempre no começo da aula, ficávamos conversando e brincávamos no parquinho do colégio. Assim foi por meses.. Cada dia, eu olhava pra ele, e sentia alguma coisa mais forte. Minhas mãos suavam, eu tremia, meu coração batia muito rápido, e assim ia aumentando. Ele falava em meu ouvido seus segredos. Eu era a única menina do colégio que era amiga dele. Todas tentavam se aproximar, porque ele era muito lindo e querido. Mas pra ele, só existia eu. Um dia, Carlos chegou com uma rosa nas mãos e disse em meu ouvido bem baixinho: “me siga”. Fui atrás dele, até que chegarmos num ranchinho onde o jardineiro guardava suas coisas. Sentamos num baquinho de madeira. Carlos começou a dizer: “Giovana, sei que somos só amigos, mas porque me coração bate disparado quando vê você? Essa rosa, é muito semelhando a ti. Todas as manhãs, abro minha janela e vejo um lindo jardim de flores, me lembro que tenho que ir á escola, mas só pra te ver.” Ele me deu a rosa, e chegou perto de mim, pegou em minha mão, e me deu um beijo. Foi mágico! A partir deste momento tinha certeza, que não éramos mais amigos. Todas as manhãs, ele me levava uma rosa. Chegando em casa eu as colocava num jarro de água, e as cuidava muito bem. No fim de cada semana, eu tinha um buquê de rosas.
As coisas iam bem para nós dois, mas para nossos pais não. O pai dele começou a entrar no nosso terreno e cortou toda nossa plantação de milho. Estávamos quase passando fome, o pai do Carlos não tinha dó e cada vez tirava mais coisas de nós. Minha família estava em crise e meus pais não queriam mais que eu fosse para escola, mas eu insisti muito e eles me deixaram. Cheguei no colégio, e Carlos estava me esperando, mas ele não tinha levado nenhuma rosa pra mim. Já achei que algo estava errado! Quando fui me aproximar, Carlos disse: “não da mais. Já aconteceu o que era pra acontecer. Você não pode andar comigo, o que todos vão pensar? Meu pai é dono de uma grande empresa, seu pai diz que tem um milharal, mas é um ladrão. Você só se aproximou de mim para roubar meu dinheiro.” Eu somente virei à cara, abaixei a cabeça e fui pra casa. Quando cruzei a rua, não vi que estava vindo o ônibus escolar, e então ele bateu em mim, com muita força. Não lembro muito que aconteceu naquele momento, mas lembro que estava sangrando muito e doía todo meu corpo. Todos estavam ao meu redor, tentando me ajudar, mas Carlos estava do outro lado da rua de braços cruzados, olhando pra mim. Quando chegou a ambulância, ele virou a cara e foi embora. Quebrei meus dois braços, e fraturei um osso da bacia. Eu precisava de uma cirurgia o mais rápido possível. Como estávamos sem dinheiro, meu pai foi a casa de nosso visinho (pai do Carlos) se ajoelhou em frente aos pés e implorou por um empréstimo para pagar minha cirurgia. O pai do Carlos disse que se ele quisesse ter dinheiro, tem que trabalhar como ele. Meu pai levantou o tom e disse: “eu trabalho, e muito. O pouco que tenho, você tirou de mim, porque não sabe o significado de ser pobre.” O homem se sentiu ofendido e lhe deu um soco no nariz. O nariz de meu pai sangrava muito e ele foi de a pé até o hospital. Carlos estava na cozinha e não falou nada, somente ficou em um canto em silencio.
Meus amigos foram à casa de Carlos e o fizeram ir até o hospital para ver a minha situação e se sentir culpado. Chegando lá a enfermeira gritou: “ precisamos urgente de uma doação de sangue para Giovana”. Naquele momento, meu pai entrou com as roupas rasgadas, o pé cheio de calos, sangrando muito e disse: “eu vou doar.” A médica viu a situação dele, e fez um exame rápido e logo tirou uma conclusão. Ele não poderia doar, por causa do ferimento no nariz que ele perdeu muito sangue. Meu pai entrou aos prantos. Minha mãe e minha irmã estavam na cidade procurando um banco aberto para retirar o dinheiro da minha cirurgia. A enfermeira decidiu fazer um exame rápido em todos meus amigos para ver se havia alguém com o mesmo tipo de sangue que eu. O único que tinha, era Carlos. Olhou espantado com duvida e medo sem saber o que fazer. Simplesmente, ele saiu correndo sem dizer nada. Todos entraram em pânico. Uma velhinha que estava na sala, e viu o desespero de todos. Estava aguardando o nascimento de sua neta, mas levantou a mão e disse: “eu posso ajudar!”. A enfermeira olhou assustada e retirou um pouco de sangue. Por muita sorte o sangue dela era igual ao meu. A velhinha fez a doação de sangue pra mim e eu reanimei. Logo após o banco liberou o pagamento ao hospital, e começou a minha cirurgia. 2 horas eu acordei. Fiquei muito triste quando meus amigos me contaram a história a Carlos negou salvar minha vida. Mesmo assim, eu ainda o amava e não conseguia sentir ódio. Agradeci a velhinha e adormeci. Depois de dois dias, acordei. Estava em casa, minha mãe, minha irmã e meu pai tinham enfeitado a casa com pequenas flores, e uma linda música. Percebi que as rosas que Carlos me deu estavam muchas. Não porque estavam muito tempo, mas sim porque não havia mais água no jarro. Todo dia minha mãe fazia uma sopa deliciosa, meu pai trazia bala pra mim quando ele ia pra cidade e minha irmã voltou pra sua casa em São Paulo. Meus amigos vinham me visitar uma vez por semana, e sempre me contavam as fofocas. Eu sempre pedia de Carlos, mas eles não gostavam de falar sobre esse assunto. Então, num dia pedi sobre ele como sempre. Todos ficaram em silêncio e minha amiga disse: “ Era sobre isso que queríamos falar. Carlos vai embora! Vai voltar a morar com sua mãe.” Naquele momento meu mundo caiu. Pedi para que todos saíssem do meu quarto para eu poder pensar. Pensei muito comigo mesmo, vou tentar ser feliz, não vou desistir dele, vou esperar minha vida inteira. Depois de uns dias, me recuperei rápido. Comecei a estudar de novo. Pensei como poderia ajudar meus pais a recuperar nossa plantação. Um dia de manhã acordei cedo antes dos meus pais acordarem, e fui ao centro. Por sorte na câmera dos vereadores da cidade, havia o pai da minha amiga que era advogado e vereador que começou um trabalho de investigação para recuperar as terras de meu pai. Não deu um mês, o tal vereador estava lá em casa para dar à feliz noticia. As terras foram recuperadas e nosso visinho teria que pagar um preço muito alto por ter se apo sado de nossas terras. Meu pai ficou tão orgulhoso de mim, que decidiu usar este dinheiro para pagar a faculdade que eu gostaria.
Anos depois, me formei no colégio e comecei a faculdade de advocacia. 5 anos depois abri meu próprio negócio e consegui comprar uma casa, um carro, e um sítio para meus pais. O meu negócio não parava de crescer. Toda vez que eu podia ajudar eu fazia doações a escola, hospital.. Eu era uma pessoa feliz, e tinha muito dinheiro agora. Mas não tinha quem amava ao meu lado!
Ainda me lembro como se fosse ontem. Dia 02 de julho de 2010 eu estava trabalhando em meu escritório, quando minha amiga me disse: “olha para fora!” fui até a porta, comecei a passar mal quando vi que Carlos estava em frente meu trabalho. Ele tinha um papel em suas mãos, uma rosa e pedia informações a todos que passavam na rua. Até que uma moça apontou para a porta onde eu estava e Carlos olhou pra mim e começou a chorar. Correu aos meus pés, no meio da rua, ajoelhou-se e disse: “ Giovana, eu era um cara rico que não dava valor as pessoas. Eu te amava, mas amava eu mesmo primeiro e não queria me prejudicar de jeito algum por você. Eu deixei você morrer, mas um anjo te salvou e hoje estou aqui pra te pedir perdão. As coisas mudaram! Pra te esquecer, comecei apostar em jogos e perdi todo meu dinheiro. Meu pai morreu em um assalto. E hoje estou sozinho no mundo procurando o único amor da minha vida, VOCÊ!” Neste momento, eu estava chorando muito e estendi minhas mãos à ele. Naquele instante um carro em alta velocidade perdeu o controle e o atropelou. Como estávamos no centro da cidade o hospital era a metros dali. A ambulância logo chegou, ele foi levado ao hospital. Eu estava aguardando desperada, e enfermeira chegou com a seguinte frase: “ele precisa de um coração, ou não sobrevive!”. Minha vida parou naquele instante. Tudo que construí, desabou. Comecei a lembrar de tudo que meus amigos falaram sobre o meu acidente, de todas as palavras que ele me disse, que eu era pobre e só queria o dinheiro dele, isso pra mim me deixou em dúvida. Pensei comigo, eu amo ele. Sem ele eu não vivo! Então, porque vou deixar ele morrer se morrerei junto a ele?! Levantei a cabeça e disse: “qual é a porta que eu entro para a cirurgia?” a enfermeira era a mesma que me atendeu a anos atrás, já idosa lembrou-se daquele dia e soltou uma lágrima e disse: “me acompanhe!” entrei na sala, vi ele deitado naquela cama, inconsciente. Antes de fazer a cirurgia, pedi que aguardasse um minuto. Fui pra fora, no jardim do hospital e peguei a flor mais linda que havia, coloquei sobre as mãos de Carlos, dei um beijo em sua testa e pedi que me levasse para a mesa de cirurgia. A última coisa que pensei antes de doar meu coração à Carlos: “Pra te ter de volta, te dou a minha vida”

E se o mundo der voltas, o que acontecerá?

Autora: Luana Vanessa Klitzke.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Sonho de menina, desejo de mulher. Andar nas passarelas e saber quem é. Olhar as estrelas e imaginar que cada uma fosse um fã. A estrela maior, o sol que ilumina a todos, essa sim, essa ser eu (..) Alcançar a fama, objectivo difícil, mas através da luta e do suor, todos conseguem, eu consigo! Aos pés da passarela, um gesto de fé, um pedido de perfeição, e de repente a vida vira luzes de natal, que piscam em minha direcção. São pessoas batendo fotos, talvez com os mesmo sonhos que eu, mas poucas oportunidades! Ilusão, esperança, e tentativa de tudo isso virar realidade. O melhor de tudo isso, é a luta para conquistar o que queremos, é fazer valer a pena .. Luana klitzke